ONG Luta Pela Vida alia preservação do Cerrado e geração de renda às margens do Lago Serra da Mesa

Desenvolvido pela ONG Luta Pela Vida, com patrocínio do Instituto Equatorial, o projeto “Um Olhar para o Cerrado” leva capacitação, práticas agroecológicas e incentivo à agricultura familiar para comunidades ribeirinhas de Uruaçu

Desenvolvido pela ONG Luta Pela Vida, com patrocínio do Instituto Equatorial, o projeto “Um Olhar para o Cerrado” leva capacitação, práticas agroecológicas e incentivo à agricultura familiar para comunidades ribeirinhas de Uruaçu

Às margens do Lago Serra da Mesa, em Uruaçu, preservação ambiental e desenvolvimento econômico passam a integrar uma mesma estratégia de fortalecimento das comunidades ribeirinhas. Desenvolvido pela ONG Luta Pela Vida, com patrocínio do Instituto Equatorial, o projeto “Um Olhar para o Cerrado” promove capacitação e dissemina práticas sustentáveis capazes de contribuir para a geração de renda e o uso responsável dos recursos naturais.

A iniciativa parte de um princípio essencial para o desenvolvimento sustentável: preservar o Cerrado também exige criar condições para que as populações que vivem no território possam produzir, gerar renda e permanecer em suas comunidades, conciliando atividade econômica e conservação ambiental.

Com duração estimada de sete meses, o projeto contempla atividades teóricas e práticas sobre classificação de sementes, identificação e cultivo de Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs), proteção da fauna e da flora, conservação do solo e dos recursos hídricos, produção de hortaliças e estratégias de comercialização.

As capacitações realizadas pela ONG Luta Pela Vida buscam incorporar práticas agroecológicas ao cotidiano das famílias. A proposta é incentivar modelos de produção que associem segurança alimentar, aproveitamento econômico da terra e responsabilidade ambiental. Entre as ações está o cultivo de hortaliças sem o uso de agrotóxicos, ampliando o acesso a alimentos saudáveis e abrindo possibilidades para a comercialização dos excedentes.

Biodiversidade como oportunidade

A valorização da biodiversidade é um dos principais eixos do “Um Olhar para o Cerrado”. A identificação de frutos nativos e de PANCs amplia o conhecimento das comunidades sobre espécies presentes na região que podem ser incorporadas à alimentação e, ao mesmo tempo, representar novas alternativas de produção e renda.

O trabalho com classificação de sementes e técnicas de cultivo também contribui para a preservação de espécies e para uma relação mais equilibrada com o território. Ao aproximar conhecimento técnico dos saberes e da realidade das comunidades, o projeto amplia as possibilidades de aproveitamento sustentável dos recursos disponíveis.

A preservação da água ocupa posição estratégica nas atividades. Por estarem inseridas na região do Lago Serra da Mesa, as comunidades participarão de ações voltadas à conservação dos recursos hídricos, ao uso eficiente da água na produção e à adoção de técnicas de irrigação capazes de reduzir desperdícios.

Renda, conhecimento e autonomia

O projeto desenvolvido pela ONG Luta Pela Vida, com patrocínio do Instituto Equatorial, também aposta na inclusão produtiva como ferramenta de transformação social. O acesso a conhecimentos sobre produção e comercialização pode fortalecer a agricultura familiar e criar novos caminhos para que produtos cultivados nas comunidades cheguem ao mercado local.

A perspectiva é que parte da produção inicialmente destinada ao consumo das próprias famílias possa resultar em excedentes comercializáveis, contribuindo para novas fontes de renda e para a movimentação de pequenos circuitos econômicos na região.

Nesse contexto, preservação ambiental, segurança alimentar e desenvolvimento econômico deixam de ser objetivos separados. Passam a integrar uma estratégia que reconhece as comunidades ribeirinhas como protagonistas na conservação do território e na construção de alternativas sustentáveis de desenvolvimento.

Com o “Um Olhar para o Cerrado”, a ONG Luta Pela Vida, com o apoio do Instituto Equatorial aproxima conhecimento, sustentabilidade e inclusão produtiva da realidade das famílias às margens do Lago Serra da Mesa. Mais do que apresentar novas técnicas de produção, a iniciativa busca ampliar a autonomia das comunidades e mostrar que a riqueza natural do Cerrado pode gerar oportunidades quando utilizada de forma responsável, conciliando desenvolvimento, renda e preservação para as próximas gerações.

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