FLICMA leva arte para o coração de Mara Rosa e transforma praça em palco de cultura e novas experiências

Em sua quarta edição, festival promovido pela Hochschild Mining realiza pela primeira vez abertura aberta a toda a população e amplia o acesso à literatura, tecnologia, artes e experiências culturais

A Praça do Coreto, em Mara Rosa, ganhou um cenário diferente na noite de segunda-feira (17). Famílias, crianças e jovens ocuparam o espaço público não apenas para assistir a um espetáculo, mas para participar de um movimento que, depois de quatro anos de atuação nas escolas, decidiu ampliar fronteiras e se aproximar ainda mais da comunidade.

Foi assim que começou a quarta edição do FLICMA, Festival de Literatura, Cultura e Arte de Mara Rosa e Amaralina, promovido pela Hochschild Mining. Pela primeira vez, a abertura oficial foi realizada em praça pública e aberta gratuitamente a toda a população.

Com o tema “Arte que Transforma o Futuro”, o festival seguiu até quinta-feira, 20 de agosto, reunindo literatura, artes, tecnologia, educação e experiências culturais.

Cultura como ponto de encontro

A decisão de levar a abertura para a Praça do Coreto representa uma nova etapa do festival. Se nas primeiras edições o FLICMA esteve concentrado principalmente no universo escolar, neste ano a proposta foi ocupar também um espaço público e aproximar ainda mais o projeto da população.

Pablo Mendes, gerente-geral da unidade da Hochschild Mining em Mara Rosa, destacou que a integração com a sociedade está entre os principais objetivos dessa iniciativa.

“A cultura principal que a gente quer trazer nesse momento é a integração da sociedade, da nossa comunidade aqui de Mara Rosa, Amaralina e região”, afirmou.

Para Pablo, realizar o evento em um ambiente aberto reforça essa aproximação e permite que um público mais amplo tenha contato com as atividades promovidas pelo festival. A experiência também abre perspectivas para que, futuramente, a iniciativa seja ampliada para outras cidades da região.

Uma praça transformada em espaço cultural

O espetáculo “Ceci e os Guardiões da Arte” marcou a primeira noite do FLICMA. A apresentação gratuita levou o teatro para perto de famílias, crianças e jovens e transformou um dos espaços tradicionais de Mara Rosa em palco para uma experiência cultural coletiva.

A abertura ao público também amplia o alcance de manifestações artísticas que nem sempre estão presentes no cotidiano das cidades do interior.

Clarissa Brandão, diretora jurídica e de Relações Institucionais da Hochschild Mining, ressalta que proporcionar esse contato com diferentes formas de expressão pode produzir impactos que ultrapassam os dias de realização do festival.

“Uma arte, uma música, uma experiência diferente pode moldar toda a forma como aquela criança e aquele jovem veem o mundo e abrir um horizonte para eles”, afirmou.

Segundo Clarissa, a presença do FLICMA na praça também traduz uma visão mais ampla sobre a relação da empresa com o território. A proposta é construir vínculos duradouros com a comunidade e contribuir para deixar resultados positivos que ultrapassem a própria atividade mineral.

Experiência continua além do palco

A programação não se limita à noite de abertura. Nos dias seguintes, o FLICMA mantém atividades destinadas especialmente a estudantes e educadores da rede pública, com oficinas de literatura, tecnologia e artes visuais.

Outro destaque desta quarta edição é a instalação de um Museu Imersivo, que acrescenta novas possibilidades à experiência dos participantes ao aproximar arte, conhecimento, criatividade e tecnologia.

O crescimento do projeto também pode ser percebido dentro das instituições de ensino. Depois de quatro edições, o festival passou a integrar o planejamento de escolas participantes, fortalecendo a relação entre o FLICMA, educadores e estudantes.

Cultura, sustentabilidade e legado

A proposta de ampliar horizontes por meio da cultura também está relacionada à discussão sobre o legado deixado pela atividade minerária no território.

Para Jorge Quintanilha, gerente de Sustentabilidade da Hochschild Mining, investir no desenvolvimento das pessoas é uma das formas de construir resultados capazes de permanecer na região.

“Trabalhar sempre com o desenvolvimento das pessoas é um legado que a gente pode deixar para toda a sociedade”, ressaltou.

Na avaliação do gerente, cultura e sustentabilidade estão diretamente conectadas. Pensar em desenvolvimento sustentável no longo prazo envolve não apenas aspectos econômicos e ambientais, mas também a construção de uma cultura baseada no respeito às comunidades, às pessoas e ao meio ambiente.

Essa visão amplia o significado do FLICMA. Mais do que oferecer uma agenda de atividades culturais, o festival busca fortalecer a educação, estimular novas experiências e criar oportunidades de acesso a linguagens que nem sempre fazem parte da rotina de crianças e jovens do interior.

Em Mara Rosa, a quarta edição já deixa uma imagem simbólica dessa transformação: um projeto que nasceu e cresceu dentro das escolas agora também ocupa a praça.

Por algumas horas, um dos espaços mais tradicionais da cidade se tornou palco, plateia, ponto de encontro e lugar de descoberta. Entre teatro, literatura, tecnologia e arte, o FLICMA coloca em prática a mensagem que conduz esta edição: transformar o futuro começa por ampliar horizontes no presente.

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