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Sebrae impulsiona a modernização da pecuária no Norte Goiano

A herd of cows grazing on the pasture with beautiful green trees in the background

Com ajuda técnica da instituição, pecuarista investe no uso de tecnologias produtivas para melhorar a qualidade do rebanho

Na busca pela excelência na produção de gado leiteiro, o pecuarista Eliezer Miquéias de Oliveira, proprietário da Fazenda Rio Sapato, situada em Formoso, Norte de Goiás, rompeu com métodos tradicionais e adotou a tecnologia para aprimorar seu rebanho. Diante de desafios encontrados na inseminação artificial, Eliezer optou pela transferência de embriões, a fertilização in vitro, vislumbrando melhorias na qualidade genética.

O Sebrae Goiás surge como parceiro estratégico nesse processo de inovação do empreendedor. A fazenda, com seus 17 alqueires, recebe o suporte técnico de dois analistas da instituição: Ewerton Filho e Thaline Borba. Ambos, por meio do programa Sebraetec Rural, dedicam atenção especial a Eliezer Miquéias, proporcionando orientação essencial para o sucesso da empreitada.

Embora os resultados concretos estejam por vir, com as matrizes ainda não tendo dado cria, o pecuarista projeta um ganho de aproximadamente R$ 500 por bezerra. Essa iniciativa reflete não apenas a busca por eficiência na produção, mas também a disposição do setor agropecuário em abraçar tecnologias inovadoras para garantir um futuro sustentável e produtivo.

O processo

Pecuarista e empreendedor Eliezer Miquéias de Oliveira cuida da Fazenda Rio Sapato, em Formoso (Fotos Arquivo Pessoal)

O processo de consultoria em fertilização in vitro obedece a um cronograma de ações pré-estabelecidas: a partir de uma reunião estratégica, dá-se início aos procedimentos, alinhando a estratégia de reprodução à propriedade. O projeto acontece em cinco etapas.

O pontapé inicial corresponde à assinatura do documento pelos responsáveis e a definição dos reprodutores ideais. Já na segunda etapa, as doadoras e receptoras escolhidas são avaliadas, com confecção de relatórios detalhados. Na terceira, abordam-se genética, aspiração folicular e produção in vitro. Destaque para a escolha da genética própria ou externa. Relatórios incluem detalhes da aspiração e acasalamento dos animais.

A implantação dos embriões nas receptoras aptas, com relatórios validados pela empresa demandante acontece na quarta etapa. Já o diagnóstico de gestação ocorre entre 30 e 40 dias, por meio de ultrassom, o que corresponde à última parte do processo.

Benefícios

Na vanguarda da modernização do Agronegócio, a fertilização in vitro (FIV) emerge como catalisador fundamental para o avanço da pecuária leiteira. Ao acelerar o melhoramento genético do rebanho, a FIV proporciona um notável aumento na produção e produtividade. O encurtamento dos intervalos entre as coletas se destaca, permitindo um ritmo mais ágil no progresso genético. Além disso, a técnica viabiliza o aproveitamento de fêmeas mais novas ou mais velhas, incapazes de suportar uma gestação tradicional.

A qualidade superior dos animais nascidos é uma conquista, e a possibilidade de multiplicar embriões a partir de doadoras geneticamente superiores fortalece a base genética do rebanho. A padronização do grau de sangue desejado, associada à maior produtividade de leite por hectare não apenas impulsiona a renda do produtor, mas também consolida a atividade leiteira como pilar econômico, elevando a valorização da pecuária leiteira no estado. Por sua vez, a fertilização in vitro emerge como uma revolução, fixando o produtor no campo e promovendo um salto quantitativo e qualitativo na produção leiteira.

Informações para a imprensa

Na sede do Sebrae: Adriana Lima – (62) 3250-2263 / 99456-2491

Na Regional Norte | Porangatu: Agência Entremeios Comunicação / Pedro Gomes – (62) 98527-0246

Acesse aqui a Vitrine do Sebrae Goiás.

Por Pedro Gomes, de Porangatu

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