Idealizada pelo professor e poeta Luiz Arapiraca, FLIURU começou nesta quarta-feira (23), com apoio da Câmara Municipal, por meio da Escola do Legislativo, e segue até sexta-feira (25)
Uruaçu abriu oficialmente, na manhã desta quarta-feira (23), a primeira edição da Feira Literária de Uruaçu (FLIURU), iniciativa que nasce com a proposta de aproximar escritores e leitores, valorizar a produção literária local e estimular novas gerações a descobrirem na leitura e na escrita formas de expressão, conhecimento e preservação da memória da cidade.
Realizada no Auditório da Câmara Municipal de Uruaçu, a abertura marcou a concretização de um projeto idealizado há cerca de seis anos pelo professor, poeta, autor e membro da Academia Uruaçuense de Letras, Luiz Ricardo Oliveira da Silva, conhecido como Luiz Arapiraca.
A realização ganhou força a partir do apoio da Câmara Municipal de Uruaçu, por meio da Escola do Legislativo, com participação do presidente da Mesa Diretora da Câmara, vereador Josimar Nogueira. Foi a ele que Arapiraca apresentou o projeto durante sua trajetória de atividades culturais no município.
Com o tema “Literatura, Memória, Cidadania” e o lema “Formar leitores, revelar escritores e preservar a memória de Uruaçu”, a primeira FLIURU segue com atividades até sexta-feira (25).
Projeto começou a ser construído em 2020
A primeira edição representa a concretização de uma proposta que começou a ser elaborada em 2020. Luiz Arapiraca conta que a ideia surgiu a partir da percepção de que Uruaçu possui uma produção literária expressiva, mas muitos de seus autores ainda são pouco conhecidos pela própria população.
Ao longo dos anos, o professor passou a apresentar a proposta e buscar parceiros para viabilizá-la. Nesse percurso, o projeto chegou ao vereador Josimar Nogueira, atual presidente da Mesa Diretora da Câmara Municipal.
Segundo Arapiraca, ao conhecer a proposta, Josimar manifestou apoio à iniciativa e à possibilidade de transformá-la em um evento efetivamente realizado no município. A partir dessa articulação, a Câmara Municipal, por meio da Escola do Legislativo, passou a integrar a construção da primeira edição.
O apoio institucional também alcançou a definição conceitual da feira. De acordo com Arapiraca, o lema que orienta a FLIURU foi desenvolvido pela Escola do Legislativo, dentro de uma construção conjunta com a Câmara Municipal e a Academia Uruaçuense de Letras.
Uruaçu tem 138 escritores, segundo idealizador
Segundo Luiz Arapiraca, Uruaçu conta atualmente com 138 escritores. Desse total, 36 ocupam cadeiras na Academia Uruaçuense de Letras.
“A minha ideia sempre foi buscar uma atividade cultural dentro da nossa cidade e que mostrasse para a nossa comunidade a dimensão literária que Uruaçu tem”, afirmou.
Para o idealizador, a FLIURU cria uma ponte entre quem produz literatura e a população, permitindo que livros, poemas, crônicas, contos, causos e outras manifestações encontrem novos leitores.
Primeiro dia coloca literatura e identidade em debate
A programação desta quarta-feira começou às 7h, com coffee break e credenciamento dos participantes. Às 8h, a cerimônia “A Palavra que Nos Une” marcou oficialmente a abertura da primeira Feira Literária de Uruaçu.
Com o eixo “A literatura como patrimônio da sociedade”, o primeiro dia também contou com Encontro com o Autor e uma mesa de conversa sobre literatura, memória e identidade.
A programação traduz uma das principais propostas da FLIURU: fazer com que a produção literária local seja reconhecida como parte da construção histórica e cultural do município.
Autores de Uruaçu ganham protagonismo
Uma das características desta primeira edição é a valorização dos escritores e agentes culturais do próprio município. Segundo Luiz Arapiraca, a decisão de priorizar a produção local foi intencional.
“A gente precisa valorizar quem escreve em Uruaçu, as pessoas que fazem Uruaçu por meio da cultura”, explicou.
A proposta ultrapassa o universo dos livros. O professor destaca manifestações ligadas à música, dança, artes cênicas, poesia, saraus e rap como exemplos de uma produção cultural que já existe na cidade e que pode conquistar maior visibilidade com novos espaços de encontro.
A expectativa é também encorajar pessoas que escrevem, mas ainda mantêm suas produções longe do público, a apresentarem poesias, poemas, causos, contos, crônicas e letras de músicas.
Escolas como espaço para revelar novos escritores
A relação entre literatura e educação ocupa espaço importante na proposta. Professor de Geografia, Luiz Arapiraca defende que as escolas reúnem jovens com potencial artístico e literário que precisa ser identificado e incentivado.
Uma das experiências que antecederam a FLIURU foi um projeto desenvolvido por ele em escola pública, que resultou em uma antologia poética produzida por 34 estudantes e pelo professor.
A experiência, segundo Arapiraca, demonstrou que a escola pode ser um dos principais espaços para revelar escritores e estimular estudantes a transformarem ideias, experiências e percepções em produção cultural.
Programação segue nesta quinta-feira
Nesta quinta-feira (24), a FLIURU entra no segundo dia com o eixo “A literatura como criação”.
As atividades começam às 7h, com coffee break. Às 8h será realizada a conferência dialogada “Como Nasce um Escritor?”. Às 9h, o público poderá acompanhar o Sarau Literário, dedicado à leitura, declamação e apresentação de produções literárias.
Às 10h ocorre a premiação do Concurso Literário, com reconhecimento e valorização dos participantes e autores premiados. O encerramento das atividades está previsto para as 11h.
Feira Literária e Noite de Autógrafos encerram programação
Na sexta-feira (25), a programação será dedicada ao eixo “A literatura como encontro”.
A partir das 18h, a Feira Literária e Noite de Autógrafos reunirá exposição de livros e produções literárias, participação de escritores, lançamentos e apresentações de obras.
O público também terá a oportunidade de se encontrar com autores e conhecer trabalhos produzidos em Uruaçu, encerrando os três dias da primeira edição da FLIURU.
Literatura, memória e futuro
Os pilares escolhidos para a feira procuram estabelecer uma relação entre literatura, memória, cidadania e identidade.
“O que nos faz dizer que somos uruaçuenses? Porque nós temos a identidade de ser de Uruaçu”, destacou Arapiraca.
A primeira edição nasce, assim, da iniciativa de quem atua diretamente na produção literária e da articulação com instituições locais. O apoio da Câmara Municipal de Uruaçu, por meio da Escola do Legislativo e do presidente da Mesa Diretora, vereador Josimar Nogueira, ao lado da Academia Uruaçuense de Letras, foi fundamental para transformar em realidade um projeto idealizado desde 2020.
Com três dias de atividades, a primeira Feira Literária de Uruaçu começa a escrever sua própria história, dando visibilidade a autores locais e criando novos espaços para que literatura, memória e identidade estejam cada vez mais próximas da população.




























